Câncer de Mama: essa luta é nossa!

Câncer de Mama: essa luta é nossa!

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres e responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.

O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.

cancerdemama

Campanha da Rede Feminina de Combate ao Câncer

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que um centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Neste ano, o tema escolhido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) para a campanha Outubro Rosa é “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”. O objetivo da campanha Outubro Rosa é estimular a detecção precoce da doença e conscientizar a população sobre a importância dos exames preventivos. Um dos focos desta campanha é alertar o setor público para facilitar o acesso aos exames,

Fatores de Risco

O câncer de mama – e o câncer de forma geral – não tem uma causa única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco.

O histórico familiar é um importante fator de risco já que mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) que tiveram a doença antes dos 50 anos podem ser mais vulneráveis.

O aumento da idade, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos de idade), a menopausa tardia (última menstruação após os 55 anos), nunca ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos também podem ser uma das causas.

O estilo de vida, como o excesso de peso e a ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool também podem influenciar nos fatores de risco.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nesses indivíduos. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Nossa luta é por uma boa causa

O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização com objetivo de alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Embora as medidas preventivas sejam alertadas às mulheres durante todo o ano, a campanha acontece em outubro e tem como símbolo um laço cor de rosa, que, mundialmente, simboliza a luta contra o câncer de mama.

O Outubro Rosa começou em Nova York, nos Estados Unidos, em 1991, com uma corrida pela cura do câncer de mama. A ideia aos poucos ganhou o país e, com a popularidade, alcançou o mundo inteiro. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama.

Infelizmente, o número de novos casos vem crescendo em todo o mundo, com exceção dos países desenvolvidos. Mas a Apropucc acredita que é possível mudar esse cenário através de mais investimentos na área da saúde pública e garantia de acesso à informação para a população. Entretanto, a melhor defesa contra o câncer de mama continua sendo a prevenção.

FONTE: INCA, Portal Mulher Consciente, Rede Feminina de Combate ao Câncer e Portal da Saúde

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