OIT apresenta um “Observatório da Crise”
LIMA (Notícias da OIT) – A Organização Internacional do Trabalho lançou um novo “Observatório da crise” na América Latina e no Caribe, com foco na divulgação de boas práticas e novas políticas para preservar o emprego e a renda, bem como nos dados mais recentes sobre o mercado de trabalho.
“As consequências da crise no mundo do trabalho tem sido muito negativas e, portanto, é necessário colocar a recuperação do emprego como um objetivo central das políticas econômicas”, disse o Diretor da OIT para a América Latina e o Caribe, Jean Maninat.
A parte central do Observatório da Crise é composta por uma série de “Notas da OIT”, preparadas por especialistas de diversos países da região, nas quais se analisam medidas efetivas que tem sido adotadas por diversos governos latinoamericanos e caribenhos para enfrentar as consequências laborais da crise econômica.
Seguro-desemprego, transferências condicionadas de renda, programas de investimentos públicos e estratégias de formação e capacitação, fazer parte das políticas analisadas neste observatório, que será atualizado periodicamente.
“À OIT parece importante apoiar o intercâmbio de experiências positivas e, por isso, o Observatório enfatiza as soluções, de maneira que estas possam ser adaptadas e eventualmente replicadas onde se considere necessário”, disse Maninat.
O Diretor Regional da OIT destacou que grande parte dos governos da região reagiram frente à crise com programas especiais destinados a mitigar os efeitos sobre o emprego “e quando estes programs têm efeitos positivos é importante compartilhar o conhecimento”.
O Observatório da Crise também oferece acesso aos últimos dados estatísticos sobre o mercado de trabalho na América Latina e no Caribe através de um link direto à página web do Sistema de Informação Laboral para a América Latina e o Caribe (SIALC) da OIT, com sede no Panamá, onde é realizado um acompanhamento dos indicadores sobre o emprego na região.
“As últimas cifras disponíveis são eloquentes e indicam um aumento do desemprego. Se quisermos voltar aos níveis que havíamos alcançado em 2008 necessitaríamos criar mais de 3 milhões de empregos, e isso não vai acontecer. Mas, com políticas focadas no mercado de trabalho, será possível reduzir o impacto da crise”, apontou Jean Maninat.
Acrescentou que a OIT adotou na última Conferência Internacional do Trabalho realizada em Genebra um Pacto Mundial para o Emprego, que enfatiza a necessidade de dar-se prioridade à questão do emprego, uma vez que a evidência acumulada indica que o mercado de trabalho demora mais do que a economia a recuperar-se depois de uma crise.
O Observatório também contém links diretos ao boletim especial que começou a ser produzido pela OIT e pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) sobre “conjuntura laboral” bem como outros documentos relevantes da OIT.
O Observatório da Crise pode ser acessado pelo link:
http://www.oit.org.pe/2
O Observatório dos indicadores pode ser acessado pelo link:
http://white.org.pe/estad/laclispub/crisis.php
Fonte: OIT Brasil
Publicado em 20/08/2009
