Pequisa aponta agravamento das desigualdades sociais para a população negra

O combate às desigualdades sociais no Brasil tem sido objeto de estudiosos e formuladores de políticas públicas envolvidos no diagnóstico e na execução de medidas para sua redução. Entre as formas de manifestação dessas desigualdades, a por cor ou raça ocupa espaço central nesse debate, pois envolve aspectos relacionados às características do processo de desenvolvimento brasileiro, que produziu importantes clivagens ao longo da história do País.

Como consequência, há maiores níveis de vulnerabilidade econômica e social nas populações de cor ou raça preta, parda e indígena, como demonstram diferentes indicadores sociais que vêm sendo divulgados nos últimos anos (SÍNTESE…, 2018, CENSO…, 2012).

No IBGE, as informações sobre as condições de vida da população brasileira pelo enfoque de cor ou raça são abordadas, continuamente, por meio dos resultados das pesquisas domiciliares e, de forma transversal, em publicações mais abrangentes, em especial a Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Estudos específicos de natureza metodológica, centrados em discussões conceituais, classificações e comparações internacionais, também foram elaborados pelo Instituto, como, por exemplo, os oriundos da Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População – Pcerp realizada em 2008.

O presente informativo apresenta uma análise focalizada nas desigualdades sociais por cor ou raça, a partir da construção de um quadro composto por temas essenciais à reprodução das condições de vida da população brasileira, como mercado de trabalho, distribuição de rendimento e condições de moradia, e educação. São analisados, da mesma forma, indicadores relativos à violência e à representação política. Todos esses temas estão contemplados no Programa de Atividades para a Implementação da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), aprovado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU, por meio da Resolução 68/237, de 23.12.2013, com o objetivo de promover o respeito, a proteção e o cumprimento de todos os direitos humanos e as liberdades fundamentais dessa população.

Devido às restrições impostas pela baixa representação das populações indígena e amarela no total da população brasileira quando se utilizam dados amostrais, e uma vez que a maior parte das informações ora apresentadas provêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, realizada pelo IBGE, as análises estão concentradas em apontar as desigualdades entre as pessoas de cor ou raça branca e as pretas ou pardas.

Juntos, esses três grupos respondiam por cerca de 99% da população brasileira em 2018: os brancos eram 43,1%; os pretos, 9,3%; e os pardos, 46,5.

Confira abaixo o a pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil do IBGE (2019) com os apontamentos a respeito das desigualdades sociais que atingem a população negra.

 

 

Fonte: Estudos e Pesquisas • Informação Demográfi ca e Socioeconômica • n.41

Artigos relacionados

Destaques

Rabeca Cultural apresenta videoconferência sobre Campinas escravocrata

A Rabeca Cultural, o Projeto Revisitando o Brasil e a APROPUCC convidam para a videoconferência “Histórias Cativas: Um percurso por Campinas desde sua origem aos primeiros anos do pós-abolição”. A

Destaques

NOTA PÚBLICA | APROPUCC presta solidariedade à vereadora de Campinas, Paolla Miguel, alvo de injúria racial.

A diretoria da APROPUCC (Associação dos Professores da PUC-Campinas) – Gestão Resistência Democrática – manifesta solidariedade à vereadora Paolla Miguel (PT), vítima de ataque racista e lamenta que, em pleno século

Destaques

CONSCIÊNCIA NEGRA | Roda de Conversa vai debater “Educação e Racismo”

“Educação e Racismo” é o tema da roda de conversa que acontece neste sexta-feira (26/11), a partir das 18h, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Sindicato dos Professores de Campinas e Região e

0 comentários

Nenhum comentário

Você pode ser o primeiro a comentar esta matéria!