Rabeca Cultural apresenta videoconferência sobre Campinas escravocrata

A Rabeca Cultural, o Projeto Revisitando o Brasil e a APROPUCC convidam para a videoconferência “Histórias Cativas: Um percurso por Campinas desde sua origem aos primeiros anos do pós-abolição”.

A curadoria do encontro é do Prof. Dr. Pedro Rocha Lemos.

A proposta desse diálogo é apresentar um panorama das histórias que foram vividas por inúmeros africanos e seus descendentes, aqui denominados de criolos, e que também foram responsáveis pelo crescimento econômico e populacional de Campinas desde o momento que Barreto Leme se estabeleceu como Diretor da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas, em 1779.

rabeca cultural 23_11_2021

Campinas e a Escravidão

O estabelecimento da cultura canavieira no final do século XVIII impulsionou o desenvolvimento de Campinas, transformando-a em uma importante vila do Oeste paulista. Em meados do século XIX os cafezais proporcionaram um enriquecimento sem rival, elevando muitos fazendeiros à condição de barões do café, e esse foi um momento de profundas transformações, fim do tráfico internacional de cativos, elevação da vila à condição de cidade, início de forte imigração europeia para Campinas, sobretudo a partir de 1870, e leis abolicionistas que culminaram em 1888 com o fim do escravismo no Brasil.

Transformações pós-escravidão

Essa transição permitiu que a população que havia sido escravizada até então, viesse a gozar de um novo status, apesar das inúmeras condições que a levou a ocupar um papel pouco valorizado na sociedade brasileira. Assim, o chamado pós-abolição é mesclado por um momento que Campinas viu crescer muito a população estrangeira de italianos e portugueses, e também espanhóis, alemães e muitos outros grupos de brancos europeus, que conviveram ao lado dos negros que há muitos anos viviam na cidade.

A invisibilidade

Para fazer esse percurso procuraremos apresentar alguns tipos de documentos que permitiram trazer à tona algumas histórias cativas, isto é, histórias que se perderam diante da invisibilidade da memória dos sujeitos escravizados e que viveram em Campinas ao longo desses muitos anos. Histórias individuais ou de famílias, de mulheres e homens, cativos ou alforriados, histórias que permitem melhor avaliar o passado e compreender um pouco mais da História do tempo presente.

Sobre as palestrantes

Paulo Eduardo Teixeira cursou licenciatura e bacharelado em História na Unicamp, concluiu o mestrado na UNESP em Franca, vindo a publicar sua dissertação sob o título de “O outro lado da família brasileira”, pela editora da Unicamp. Doutorou-se em História Econômica pela USP, vindo posteriormente a ingressar na UNESP, campus de Marília, como docente da cadeira de História do Brasil no curso de Ciências Sociais.

Atua também no Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais, assim como do Programa PROFSOCIO, ambos na mesma instituição. É membro ativo de diversas associações científicas, como a ABEP (Associação Brasileira de Estudos Populacionais), ALAP (Asociación Latinoamericana de Población), e ANPUH (Associação Nacional de História), sendo que nesta última ocupa a função de presidente da Seção São Paulo na gestão 2020-2022.

Inscrições

As inscrições e informações podem ser obtidas pelo Whatsapp (19) 99720-6186 com Kha Machado. O investimento é de R$ 30 (aula ao vivo), R$ 40 (aula ao vivo + acesso à gravação) e R$ 40 (apenas a gravação).

Parcerias

Apropucc (Associação dos Professores da PUC-Campinas), Portal Campinas.com (campinas.com.br), CCLA (Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas) e Jaguatibaia (Associação de Proteção Ambiental de Campinas).

Apoios

Faculdade de História – Grupo de Pesquisa de Estudos das Religiões e Religiosidade do Brasil (PUC-Campinas) e Sinpro Campinas e região (Sindicato dos Professores).

Fonte: Rabeca Cultural

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